Quando se fala em cometer erros no planejamento patrimonial, as pessoas ficam mais atentas porque ninguém quer correr o risco de perder dinheiro, patrimônio ou até de não perceber uma falha em seu negócio. 

Até por isso, há na internet inúmeros artigos pontuando erros comuns que empresários, gestores, fazendeiros e profissionais autônomos cometem ao realizar o seu planejamento patrimonial. 

Entre eles, os mais comuns são: planejar olhando apenas para seus investimentos financeiros e imóveis, considerar a construção do patrimônio como sendo a da previdência, ou levar em conta apenas a liquidez e a previsibilidade nos resgates para proteger o que foi construído.

Até são apontamentos importantes, mas hoje queremos mencionar apenas dois erros que podem comprometer o seu planejamento patrimonial. 

Um tabu no planejamento patrimonial

Não falar sobre a morte. Um levantamento conduzido pela agetech Janno (startup do setor de longevidade) em parceria com a empresa de pesquisa MindMiners, apontou que a morte é considerada um tabu para 7 em cada 10 brasileiros. O assunto se torna ainda mais controverso em meio à pandemia do coronavírus, que já causou, até meados de janeiro, mais de 200 mil óbitos no Brasil.

Entretanto, é preciso considerá-la na hora de fazer o planejamento patrimonial, fato que até tem sido aventado, talvez pela crise causada pela pandemia. O estudo, que começou a ser feito em fevereiro e foi atualizado durante o isolamento social, apontou ainda que 70% dos entrevistados com mais de 60 anos estão refletindo com mais frequência sobre a finitude da vida. E 70% daqueles acima de 45 anos acham importante organizar testamento e plano funeral. 

O levantamento levou em consideração a entrevista de 1.053 brasileiros com mais de 45 anos de todas as regiões do país. E embora o assunto já tenha entrado em pauta, ainda há um reflexo desse tabu no planejamento patrimonial: o estudo mostra que, na prática, apenas 30% já começaram de fato esse planejamento.

Um jeito simples

Um jeito simples de abordar esse assunto, dando a ele a relevância que tem para o planejamento patrimonial, é ter em mente que pensar nisso agora é uma estratégia de proteção à família e ao seu patrimônio. E pensar na morte agora, não quer dizer que ela chegará mais cedo.

Além disso, esse é um assunto que não precisa ser abordado com frequência. Uma vez realizado o seu planejamento patrimonial, tudo estará devidamente organizado para o momento inevitável da sucessão, sendo respeitada a vontade de quem construiu o patrimônio e levando em consideração todas as peculiaridades de cada família.

Automedicação

O segundo erro comumente visto e que pode comprometer o planejamento patrimonial, nos remete ao hábito da automedicação: eu mesmo faço. Ou: meu filho faz, meu genro faz, meu cunhado faz. Isso é complicado porque a administração do seu negócio envolve muitos fatores para além do olhar atento a tudo o que pertence a você. 

Isso é importante sim e uma boa gestora de patrimônio deve considerar o seu contexto, as suas circunstâncias e a sua individualidade para pensar nisso. Porém, requer, ainda, experiência, conhecimento de mercado e atualizações constantes na matéria em questão. E esses são os motivos que levam muitas pessoas a falharem na autogestão de seu patrimônio, acreditando que estão no caminho certo. 

Enfim, há muitas nuances a serem discutidas e podemos ajudar você a refletir sobre esse assunto. Clique aqui, entre em contato conosco e vamos conversar

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